O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) manifestou-se contra a potencial proibição das apostas esportivas no Brasil, classificando-a como uma "ruptura do marco regulatório". O IBJR enfatiza que as empresas do setor já realizaram investimentos substanciais, incluindo contratações, desenvolvimento de sistemas, celebração de contratos e pagamento de outorgas. A reversão de uma regulamentação estabelecida cria um ambiente de insegurança jurídica, desincentivando o investimento estrangeiro direto (IED) e o desenvolvimento de setores digitais no país, pois levanta dúvidas sobre a estabilidade de futuras regulamentações. Além disso, o real brasileiro (USDBRL) pode sofrer pressão de alta devido à percepção de maior risco fiscal e regulatório, impactando o prêmio de risco país. Um paralelo histórico pode ser traçado com a proibição de jogos de azar no Brasil em 1946, que, após investimentos, resultou na perda de arrecadação e no crescimento do mercado ilegal. O próximo gatilho a monitorar será a tramitação de projetos de lei ou decretos que abordem a proibição ou a revisão do marco regulatório do setor de apostas. No médio prazo, a concretização da proibição consolidaria um precedente negativo para a segurança jurídica de investimentos no Brasil.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado monitorará atentamente declarações governamentais e a tramitação legislativa sobre o tema. No médio prazo (1-3 meses), a consolidação da proibição pode impactar a atratividade de IED para o Brasil em setores dependentes de regulação.
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