Nesta segunda-feira (19), manifestantes se reuniram na porta da Meta, controladora do WhatsApp, Instagram e Facebook, no Brasil, para protestar contra supostas intervenções nas eleições presidenciais. O ato, sob o lema "Meta não se meta", criticou restrições alegadamente impostas ao perfil de Instagram de Luiz Inácio Lula da Silva. Após uma reportagem da Folha de S.Paulo, que revelou mensagens internas de funcionários sobre conteúdo de Lula ter sido prejudicado após o primeiro turno, a Meta reconheceu o ocorrido, atribuindo-o a "falhas técnicas globais" e negando qualquer ação intencional. O deputado federal Paulo Teixeira (PT), presente no evento, classificou a tecnologia da Meta como "fascista" e a acusou de estar "a serviço da manipulação" e de Donald Trump. A Meta foi procurada, mas optou por não comentar o protesto. O evento foi organizado por organizações da sociedade civil como CTRL+Z, Artigo 19, Código Não Binário e Alter Conteúdo, com apoio de sindicatos e movimentos estudantis. Diversos participantes relataram experiências de derrubadas de páginas e quedas de alcance de conteúdo político, prática conhecida como "shadowban". Uma notificação extrajudicial foi entregue ao diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister, exigindo o fim de remoções em massa de conteúdo, banimento de anúncios ilegais pagos do exterior e a realização de uma auditoria independente. A fotógrafa Pamela Facco, que processou o Instagram por censura em 2018 e ganhou em duas instâncias, também participou, afirmando que a empresa tem um "projeto de censura" que agora é visível a todos.
A próxima divulgação de resultados da Meta em 21/10/2026 pode trazer mais detalhes sobre o impacto operacional dessas "falhas técnicas" e a postura da empresa diante das reivindicações. Além disso, o desenrolar das eleições presidenciais brasileiras e a resposta da Meta às exigências da notificação extrajudicial definirão a magnitude do risco regulatório e reputacional no médio prazo.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real