Goldman Sachs Group Inc. projetou que as importações de petróleo da China devem permanecer contidas no quarto trimestre de 2026, caso os preços do petróleo bruto se mantenham elevados. A demanda chinesa, sendo um dos maiores motores do mercado global de commodities, impacta diretamente o equilíbrio entre oferta e demanda, e sua retração tende a limitar a valorização do preço do barril. Para o investidor brasileiro, a contenção dos preços do Brent ($98.74 hoje) pode aliviar pressões inflacionárias domésticas e melhorar o balanço de pagamentos de importadores de derivados. Historicamente, períodos de desaceleração econômica chinesa, como em 2015-2016, levaram a quedas significativas nos preços do petróleo (Brent caiu de ~$115 para ~$30), com impacto similar na demanda por importações. O próximo dado a monitorar será o relatório mensal da OPEP e da AIE sobre a demanda global, bem como os dados de importação de petróleo da China para outubro, que serão divulgados no início de novembro. No médio prazo, a persistência de preços elevados pode acelerar a transição energética na China, alterando estruturalmente a curva de demanda global e mantendo um teto para o petróleo.
Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que os preços do Brent ($98.74 hoje) flutuem na faixa de $95-100, com viés de baixa se os dados de demanda chinesa para outubro, a serem divulgados em novembro, confirmarem a projeção do Goldman. Um rompimento abaixo de $95 sinalizaria maior fraqueza.
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