O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, reverteu os ganhos iniciais e fechou com queda de 0,17%, aos 205.079 pontos. A performance foi majoritariamente puxada para baixo pela intensa desvalorização dos papéis da Petrobras, cujas ações preferenciais (PN) recuaram 2,82% e as ordinárias (ON) cederam 2,93%. Este movimento da petroleira foi acompanhado por uma leve queda nos preços do petróleo no mercado internacional. O cenário político doméstico, focado no segundo turno das eleições, também manteve os investidores em alerta, após um debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro e a divulgação de pesquisas que mostraram o senador à frente, embora com menor vantagem. Em contraste, as ações da Vale registraram leve valorização de 0,23%. No setor bancário, a maioria dos grandes bancos encerrou no negativo, com exceção notável das units do BTG Pactual, que subiram 2,02%, e das ações ON do Banco do Brasil, com alta de 1,35%. O volume financeiro negociado no Ibovespa foi de R$ 21,6 bilhões e na B3 de R$ 31,5 bilhões. Os índices acionários em Wall Street fecharam mistos, com Nasdaq em alta de 1,11%, S&P 500 avançando 0,41% e Dow Jones estável.
O desfecho do cenário eleitoral e a evolução dos preços do petróleo serão os principais determinantes para a direção do mercado brasileiro nas próximas semanas. Acompanhar os próximos debates e pesquisas eleitorais, bem como as dinâmicas globais de oferta e demanda de petróleo, será crucial para entender a sustentabilidade dos movimentos dos ativos. A reunião do FOMC em 28 de outubro e o relatório de emprego dos EUA em 6 de novembro também podem influenciar o sentimento global de risco.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real