A fila da perícia médica do INSS registrou uma queda de 68%, alcançando 391 mil pedidos e marcando o menor nível em 34 meses, conforme dados do Ministério da Previdência Social. Essa aceleração nas avaliações pode implicar em maior concessão de benefícios, elevando as despesas obrigatórias do governo e pressionando o já deficitário orçamento da previdência social. Um aumento nas despesas do governo pode impactar negativamente o Real brasileiro (USDBRL ↑) e a percepção de risco fiscal, afetando a rentabilidade de grandes bancos como BBAS3 e ITUB4, e a atratividade de Fundos Imobiliários (FIIs) como MXRF11 e KNCR11. Historicamente, períodos de maior eficiência na concessão de benefícios no Brasil, como observado em 2015-2016, foram seguidos por picos de despesa pública, contribuindo para a deterioração fiscal. O próximo gatilho será a divulgação dos dados fiscais do governo para o próximo trimestre, com foco na evolução das despesas previdenciárias. No médio prazo, se a queda na fila se traduzir em aumento de gastos sem contrapartida de receita, a sustentabilidade fiscal do Brasil pode ser questionada, gerando um prêmio de risco maior nos ativos locais.
Nas próximas 4-8 semanas, o mercado monitorará de perto os dados de despesa da previdência. Se houver um aumento notável nos gastos sem uma reforma fiscal robusta, o USDBRL (5.1672 hoje) pode testar a faixa de 5.25-5.30, e os juros futuros de longo prazo devem subir, impactando negativamente FIIs e ações de empresas sensíveis à dívida.
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