Kpler suspeita que produtores do Golfo estejam pagando a Irã para garantir passagem segura pelos estreitos, enquanto as exportações médias de crú e condensado atingiram 16,5 milhões de barris por dia em setembro, superando a média pré‑guerra de 18 milhões em alguns dias. O mecanismo consiste em reduzir o risco de ataques, mas eleva custos de transporte ao exigir escoltas militares dos EUA, o que impede a queda dos preços do petróleo. No Brasil, o efeito chega ao IBOV através da alta das ações de energia e da pressão sobre margens de companhias aéreas, afetando o real e o índice. Não há relato de reações imediatas de fundos ou gestores na fonte. Um paralelo histórico ocorreu em 2019, quando tensões no Estreito de Hormuz levaram a pagamentos semelhantes e a elevação dos preços do petróleo. O próximo gatilho a ser monitorado são novas declarações sobre escoltas dos EUA e os relatórios semanais da Kpler sobre volumes de exportação. O desfecho dependerá da continuidade dos pagamentos e das escoltas versus uma escalada de conflitos que poderia reduzir ainda mais a oferta.
Monitorar novas declarações dos EUA sobre escoltas militares no Estreito de Hormuz e os relatórios semanais da Kpler sobre volumes de exportação para confirmar se os pagamentos persistem.
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