Investidores estrangeiros injetaram R$ 10,06 bilhões na bolsa brasileira na segunda-feira, um volume que estabeleceu o maior fluxo diário de capital externo desde o início da série histórica do Valor Data em 2012. Essa entrada massiva de capital aumentou a demanda por ativos locais, elevando a liquidez e os preços no mercado acionário. O Ibovespa, principal índice da B3, foi o beneficiário direto, superando os 200 mil pontos pela primeira vez naquele pregão. Empresas de grande capitalização e alta liquidez, como as com maior peso no índice, tendem a ser as primeiras a receber esse fluxo. O impacto se estende ao mercado de câmbio, pois a injeção de dólares no país aumenta a oferta da moeda. Em 2007, o Brasil também registrou forte entrada de capital estrangeiro antes da crise global, com o Ibovespa valorizando cerca de 70% no ano. A sustentabilidade desse movimento dependerá da percepção de risco-retorno do Brasil, da trajetória dos juros globais e da estabilidade fiscal interna.
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