O governador do People's Bank of China (PBoC), Pan Gongsheng, rejeitou formalmente as críticas de outros membros do G20 sobre os desequilíbrios comerciais globais atribuídos à China, durante a reunião financeira em Asheville, Carolina do Norte. Essa retórica indica uma postura defensiva da China, sugerindo que a política cambial e comercial chinesa continuará a ser um ponto de tensão internacional, afetando fluxos de capital e parcerias comerciais. Tal cenário pode gerar volatilidade em ativos chineses como o ETF FXI e 9988.HK (Alibaba), além de impactar indiretamente o câmbio global, fortalecendo o DXY. Para o investidor brasileiro, a manutenção de tensões comerciais EUA-China influencia a demanda por commodities e o câmbio BRL/USD, que hoje está em R$5.0901. Historicamente, tensões comerciais como a guerra comercial de 2018-2019 levaram a quedas de aproximadamente 15% no índice Hang Seng (HSI) no segundo semestre de 2018 e a uma desvalorização do yuan em torno de 10% frente ao dólar. O próximo gatilho será a divulgação de dados comerciais chineses e as declarações de membros do G7 sobre as relações econômicas com a China. No médio prazo, a persistência dessas tensões pode levar a uma desglobalização seletiva, com reconfiguração de cadeias de suprimentos e blocos econômicos.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o mercado reaja com cautela, com o DXY buscando a resistência de 99.8-100.0. O gatilho para uma mudança de cenário seriam os próximos dados de balança comercial chinesa, que podem intensificar ou aliviar as preocupações com os desequilíbrios, ou declarações mais conciliatórias das partes. A persistência da retórica defensiva chinesa manterá o viés de risco.
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