O especialista Vasily Koltashov, da TASS Russia, aponta que a crise energética no Ocidente pode acelerar a transferência da liderança industrial para o bloco BRICS. Este cenário é distinto da crise de 1973-1985 pela presença de concorrentes industriais e tecnológicos emergentes, que desafiam diretamente a hegemonia ocidental. Para investidores brasileiros, o posicionamento em empresas exportadoras e de base industrial pode se mostrar resiliente, com o USDBRL estável em 5.1069 e o IBOV em 186,496. A crise do petróleo de 1973, mencionada na notícia, levou a uma realocação de poder econômico e ao surgimento de novas potências industriais, impactando a economia global por décadas. O próximo gatilho a monitorar é o relatório de Payroll dos EUA em 2026-10-02, que pode influenciar o sentimento global sobre a resiliência das economias ocidentais. No horizonte de médio prazo, a tendência de desocidentalização da produção industrial e tecnológica pode levar a novas cadeias de suprimentos e centros de inovação nos países BRICS.
Nas próximas 4-8 semanas, o foco estará na evolução dos preços de energia na Europa e nos dados de produção industrial dos BRICS. Espera-se que a tendência de rotação continue, com ativos dos BRICS, especialmente China e Brasil, mostrando resiliência e potencial de valorização de 3-7% até o fim do ano. Gatilhos de aceleração incluem novas sanções energéticas ou anúncios de grandes investimentos industriais nos BRICS.
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