O conselho de governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) votou na quarta-feira para encaminhar o Irã ao Conselho de Segurança da ONU. A decisão, adotada por 23 votos a favor, 3 contra (Rússia, China, Níger) e 8 abstenções, foca na "não conformidade" nuclear do Irã. Este movimento diplomático aumenta a pressão sobre o Irã, elevando o prêmio de risco geopolítico, especialmente no fornecimento de petróleo e na estabilidade do Oriente Médio, o que pode gerar expectativa de sanções ou tensões que afetam a oferta global. A oposição de Rússia e China à resolução sinaliza divisões entre potências globais, indicando um cenário de negociações complexas e potencial veto a novas sanções, o que pode moderar o impacto imediato. Historicamente, o encaminhamento do Irã ao Conselho de Segurança da ONU em 2006 resultou em rodadas de sanções que levaram a uma alta do petróleo Brent de aproximadamente $60 para mais de $75 em 12 meses. O próximo gatilho a monitorar será a resposta do Conselho de Segurança da ONU e a possibilidade de novas sanções serem impostas ao Irã, bem como a reação do próprio Irã e de seus aliados. No médio prazo, a persistência da não conformidade nuclear iraniana e a escalada da pressão internacional podem manter a volatilidade nos mercados de energia, favorecendo ativos de defesa e refúgio.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do petróleo (Brent) permaneçam voláteis com viés de alta, podendo testar a resistência de $105-108 se houver indícios de novas sanções ou retaliação iraniana.
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