‘Não existe cortar gastos no Brasil’, avalia Zeina Latif, que defende ajustes no abono salarial e no BPC

A economista Zeina Latif participou de um jantar com empresários do Mercado & Opinião em São Paulo na terça‑feira, 27 de outubro, e explicou que a estratégia de ajuste fiscal no Brasil não passa por cortes generalizados, mas por medidas que reduzam o ritmo de crescimento das despesas públicas. Segundo Latif, mecanismos como a indexação de benefícios ao salário mínimo, vinculação de despesas à arrecadação e mudanças demográficas criam pressões automáticas sobre o orçamento. Ela citou o abono salarial e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) como programas que podem ser aprimorados sem eliminação total, apontando que a viabilidade política e social limita reformas amplas. A economista destacou que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato ocorre em um contexto de rigidez orçamentária e resistência a mudanças estruturais.

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