Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia em Davis analisou as equações Einstein‑Euler que descrevem a evolução do cosmos desde o Big Bang. Publicado na revista Proceedings of the Royal Society A, o estudo identificou instabilidades nas soluções matemáticas usadas no modelo Lambda‑CDM, que incorpora a energia escura como constante cosmológica. Blake Temple, professor emérito de matemática da instituição, comparou o estado de equilíbrio das soluções a um lápis em pé, que pode cair com a menor perturbação. Ao aplicar soluções autossimilares ao Universo primitivo – períodos dominados por radiação e matéria – a equipe observou que certas perturbações podem crescer ao longo do tempo, produzindo uma expansão acelerada diretamente das equações de relatividade geral. Os autores ressaltam que a proposta permanece teórica e não substitui observações que apoiam a energia escura, mas levanta questões sobre a necessidade desse componente no modelo padrão.
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