Os futuros de cobre caíram para aproximadamente US$6.66 por libra na sexta-feira, atingindo mínimas de uma semana, refletindo a cautela do mercado. Essa queda é impulsionada por um dólar americano mais forte (DXY a 101.05) e pelo aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro (US 10Y yield a 5.16%), em meio a expectativas de que o Federal Reserve continuará elevando as taxas de juros para combater a inflação. Taxas de juros mais altas fortalecem o dólar, tornando commodities precificadas na moeda americana mais caras para compradores estrangeiros, e elevam o custo de capital para empresas. Para o investidor brasileiro, o dólar mais forte (USDBRL a 5.1869) e a menor demanda global por commodities podem pressionar empresas exportadoras, apesar do benefício cambial, e afetar o desempenho de fundos expostos a mercados emergentes. Historicamente, em ciclos de aperto monetário agressivo do Fed, como em 1994, commodities industriais como o cobre sofreram quedas de 15-20% em um período de 6-9 meses devido à desaceleração econômica e ao dólar forte. O próximo dado a monitorar é o payroll dos EUA em 2026-10-02, que pode influenciar as decisões futuras do Fed sobre as taxas de juros. No médio prazo, se o Fed mantiver a postura hawkish, o cobre poderá enfrentar pressões adicionais, com possíveis revisões para baixo nas projeções de demanda industrial global.
Nas próximas 2-4 semanas, o cobre ($6.66/libra) deve consolidar na faixa de $6.50-$6.70/libra. Um gatilho para queda adicional seria um payroll forte (2026-10-02) ou declarações ainda mais hawkish do Fed, podendo testar $6.40. Para uma recuperação, seria necessário um sinal claro de pivot do Fed ou uma surpresa positiva na demanda chinesa.
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