Os mercados iniciam o dia com duas narrativas dominando a atenção dos investidores. No Brasil, o foco permanece concentrado na reta final da eleição presidencial. Já no exterior, os investidores voltam suas atenções para a temporada de balanços das gigantes de tecnologia, enquanto tentam equilibrar sinais positivos da inteligência artificial com a nova pressão do petróleo. A combinação desses fatores ajudou a sustentar o apetite por risco nos últimos dias. O desafio agora é transformar expectativa em confirmação. Tanto a nova pesquisa Quaest quanto os resultados das big techs têm potencial para redefinir o humor dos mercados antes do encerramento da semana. 0:42 – Guiado por expectativas O Ibovespa voltou a se aproximar das máximas históricas e encerrou a sessão anterior acima dos 208 mil pontos, impulsionado principalmente por ações ligadas à economia doméstica, enquanto o dólar voltou a operar próximo de R$ 5 e os juros futuros registraram forte fechamento ao longo da curva. A disputa eleitoral continua sendo um dos principais vetores para os mercados. As pesquisas mais recentes reforçaram a percepção de que um cenário de maior austeridade fiscal pode ganhar força nos próximos anos, movimento que ajudou a sustentar a queda dos juros futuros e favoreceu setores mais sensíveis ao custo de capital, como varejo e construção civil. A pesquisa Quaest divulgada hoje pode servir como mais um teste para esse movimento. A entrada de recursos estrangeiros na B3, que já supera R$ 20 bilhões no mês, também tem servido de suporte para os ativos brasileiros. Em um mercado que passou boa parte dos últimos anos convivendo com incertezas fiscais e juros elevados, a melhora da confiança ajuda a impulsionar ativos ligados ao ciclo doméstico. O desafio é que boa parte desse movimento ainda está apoiada em expectativas. Independentemente do vencedor nas urnas, o foco dos investidores deve voltar rapidamente para a execução da política fiscal e para a trajetória dos gastos públicos, fatores que continuarão determinando o comportamento dos juros e da bolsa nos próximos meses. 2:12 – Um seguro sempre é bem-vindo Se por um lado os ativos brasileiros seguem sustentados pelo otimismo em relação ao resultado eleitoral, por outro os investidores vêm ajustando suas posições. O mercado de opções mostra um aumento expressivo da atividade nas últimas semanas. No câmbio, o custo para se proteger contra uma eventual desvalorização do real atingiu os níveis mais elevados em anos. Já na Bolsa, a demanda por puts avançou enquanto o interesse por calls recuou, refletindo um ambiente de maior cautela diante da proximidade do segundo turno. O movimento sugere que, apesar da reação positiva observada desde o primeiro turno, os investidores reconhecem que o cenário continua bastante aberto. Com pesquisas apontando uma disputa acirrada, cresce a procura por instrumentos capazes de capturar movimentos mais intensos dos mercados, não importa a direção. E é justamente nesse tipo de ambiente que as opções ganham relevância. Além de funcionarem como ferramenta de proteção, elas também permitem estruturar operações para capturar movimentos de alta ou de baixa, ampliando o leque de estratégias disponíveis ao investidor. Na série Empiricus Opções, a carteira semanal explora essas oportunidades por meio de uma combinação equilibrada entre recomendações de calls e puts, sempre levando em conta o cenário macro e as assimetrias mais interessantes do mercado – somente a carteira da última semana rendeu +73%, e algumas operações chegaram a 356% isoladamente. As estratégias para aproveitar os possíveis desdobramentos do segundo turno já estão disponíveis para os assinantes (veja aqui). 3:37 – A régua subiu Nos Estados Unidos, a narrativa da inteligência artificial ganhou novo impulso depois que a SpaceX divulgou resultados muito acima das expectativas. O crescimento das áreas de IA e internet via satélite ajudou a reforçar a percepção de que os investimentos bilionários feitos pelo setor continuam encontrando demanda real. Ao mesmo tempo, a Super Micro também apresentou números fortes, reforçando o otimismo em torno da infraestrutura necessária para sustentar a expansão da IA. Mas o mercado já não está disposto a premiar crescimento a qualquer custo. A reação negativa às projeções da Netflix mostrou que a régua permanece elevada. Os investidores continuam aceitando elevados níveis de investimento, desde que exista visibilidade razoável sobre monetização, geração de caixa e retorno sobre o capital empregado. A dimensão desse desafio pode ser observada em empresas como a Anthropic. Apesar do forte crescimento de receita, a companhia estima investimentos de centenas de bilhões de dólares nos próximos anos para sustentar sua expansão, evidenciando o tamanho da infraestrutura exigida pela corrida da inteligência artificial. Hoje, Meta e Tesla assumem o protagonismo da temporada de balanços. Mais do que os números do trimestre, o mercado buscará sinais sobre despesas futuras, investimentos em inteligência artificial e perspectivas de rentabilidade. A tese da IA continua forte. O que mudou foi o nível de exigência. 4:22 – Petróleo não saiu de cena Enquanto a tecnologia voltou a melhorar o humor dos investidores, outra variável relevante reapareceu no radar global. O petróleo voltou a superar os US$ 110 por barril em meio às preocupações com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz e com possíveis impactos sobre a oferta global. O movimento ocorre poucas horas depois de o mercado ter celebrado sinais de avanço diplomático na região. Para os bancos centrais, especialmente o Federal Reserve, preços elevados de energia continuam representando um risco para a inflação. E, quando o petróleo sobe, os investidores tendem a monitorar com ainda mais atenção os indicadores de preços que serão divulgados nas próximas semanas. No Brasil, o tema ganha relevância adicional com a divulgação do IPCA de outubro na sexta-feira. Afinal, a trajetória dos juros locais depende não apenas das condições domésticas, mas também da evolução dos preços no cenário global. 5:37 – Não é preciso escolher um único vencedor Se existe uma conclusão comum aos temas que discutimos hoje, é que o mercado global continua passando por transformações profundas. A inteligência artificial segue exigindo investimentos bilionários, gigantes da tecnologia disputam liderança em diferentes frentes e o ambiente macro continua sendo influenciado por juros elevados, geopolítica e inflação. Nesse contexto, identificar quais serão as grandes vencedoras da próxima década se torna uma tarefa cada vez mais desafiadora. Uma forma de acessar essas tendências sem precisar apostar em uma única empresa é por meio da Carteira Automatizada de BDRs do BTG Pactual. A estratégia combina análise dos fundamentos das companhias com uma visão sobre o cenário econômico global para selecionar empresas líderes em seus respectivos setores. Entre as posições da carteira estão nomes como Nvidia, Microsoft e TSMC, companhias que ocupam papéis centrais na expansão da inteligência artificial e da infraestrutura tecnológica que sustenta essa transformação. Em um cenário marcado por tantas mudanças, diversificação também pode ser uma tese de investimento. Afinal, muitas vezes a melhor forma de participar das grandes tendências globais não é tentar encontrar o próximo vencedor, mas garantir exposição às empresas que já lideram essas transformações. O post Ibovespa hoje: Pesquisas eleitorais do 2º turno, resultados das big techs e disparada do petróleo no radar do mercado; veja destaques desta quarta (21) apareceu primeiro em Empiricus.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real