Ibovespa segue estável com alta em Petrobras e Vale e queda em Bradesco após balanço

Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, o Ibovespa inicia a sexta-feira rondando a estabilidade, com o apoio da Petrobras e da Vale. A queda de blue chips de bancos, no entanto, limita os ganhos do índice. Ao mesmo tempo, a incerteza eleitoral pressiona os juros futuros, o que penaliza ações cíclicas domésticas, que recuam, deixando os dados abaixo do esperado para o IPCA-15 em segundo plano. Assim, por volta das 10h40, o Ibovespa seguia estável (+0,02%), aos 204.154 pontos. No mesmo horário, o S&P 500 cedia 0,48% e o Stoxx 600 recuava 0,74%. Entre as blue chips, as PN da Petrobras subiam 1,97%, ao passo que as ON ganhavam 1,45%. Já as ON da Vale subiam 0,88%, após três sessões seguidas de perdas. Na ponta contrária, bancos lideravam as baixas, especialmente as ações do Bradesco. Ontem, a instituição financeira apresentou os números do terceiro trimestre, que vieram em linha com o esperado por analistas, embora a pressão sobre a inadimplência tenha levantado dúvidas sobre a sustentabilidade dos bons resultados. No horário acima, as PN do banco cediam 1,93%, enquanto as ON recuavam 1,73%. No setor, apenas as units do BTG Pactual exibiam alta de 0,35%. No cenário eleitoral, o Datafolha apurou que Flávio tem 47% dos votos totais, contra 46% de Lula. Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos e nulos, ambos estão empatados com 50% cada um. Na agenda econômica, o IPCA-15, considerado a prévia da inflação brasileira, subiu 0,32% em outubro e ficou abaixo tanto da mediana das projeções coletadas pelo VALOR DATA, de 0,44%, quanto do piso das estimativas, de 0,33%.

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