A Chainalysis identificou que o número de carteiras únicas enviando transações P2P de stablecoins na China multiplicou-se 43 vezes entre Q1‑2024 e Q2‑2026, apesar das restrições impostas ao setor cripto. Esse crescimento indica que os usuários chineses estão preferindo transferências diretas entre wallets, reduzindo a dependência de exchanges centralizadas. O mecanismo econômico envolve maior demanda por stablecoins para liquidação instantânea e contorno de controles de capitais, ampliando o volume circulante desses ativos. Os emissores de stablecoins, em especial USDT e USDC, são beneficiados ao verem seu uso crescer em um dos maiores mercados de usuários de cripto. O efeito chega ao investidor brasileiro através de maior liquidez nas plataformas que negociam esses tokens e potenciais ajustes de preços de pares de stablecoin nos exchanges locais. A notícia cita apenas o aumento de wallets, sem mencionar reações de fundos ou gestores específicos. Um paralelo histórico pode ser visto na escalada de uso de stablecoins após a repressão de 2022 na China, que também gerou migração para transações off‑exchange. O gatilho para monitorar será a publicação de novos relatórios regulatórios chineses ou atualizações de políticas de controle de capitais. O desfecho dependerá da continuidade das restrições e da capacidade das stablecoins de manter a paridade com o dólar diante de pressões regulatórias.
O desfecho dependerá de futuras decisões regulatórias chinesas sobre stablecoins e de novos relatórios da Chainalysis que quantifiquem a evolução do volume P2P nos próximos trimestres.
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