O Bitcoin atingiu uma máxima intraday de aproximadamente $79,500 em 21 de agosto, impulsionando o maior rali semanal em dois anos, mas a dinâmica dos bids de ETF desapareceu no fim de semana. O rali foi atípico, resultado de uma combinação de intervenção do Tesouro, US$1.6 bilhão em inflows de ETFs spot e bilhões em liquidações forçadas de posições short, em vez de um fluxo de demanda orgânica e constante. A dependência de catalisadores pontuais e a ausência de bids institucionais nos fins de semana expõem o BTC a correções, enquanto ETFs como IBIT e FBTC podem ver desaceleração nos inflows. No Brasil, investidores em HASH11 e BITH11 podem enfrentar maior volatilidade, com o USD/BRL ($5.1366) servindo de hedge parcial em caso de queda do BTC. Historicamente, ralis impulsionados por liquidações de shorts em 2021, como o "short squeeze" de janeiro, foram seguidos por consolidações ou correções à medida que a força compradora se esgotava. O próximo gatilho a monitorar é a reabertura do mercado de ETFs na segunda-feira, 25 de agosto, para avaliar a sustentabilidade do fluxo institucional. No médio prazo (2-4 semanas), o Bitcoin pode consolidar na faixa de $70,000-$75,000, com risco de queda para $65,000 se os inflows de ETF não retomarem vigor.
Nas próximas 72 horas, espera-se que o Bitcoin ($77,208) consolide ou sofra um pullback, testando níveis de suporte em $70,000-$72,000. O gatilho principal será a retomada ou não dos inflows de ETF na segunda-feira, 25 de agosto, que ditará o momentum de curto prazo. No médio prazo, se o fluxo institucional não se sustentar, o ativo pode enfrentar pressão de venda contínua.
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