Grandes gestores de recursos, incluindo Aegon USA Investment Management e JPMorgan Asset Management, estão reduzindo sua exposição a títulos de dívida mais arriscados de mercados emergentes, conforme reportado pela Bloomberg Markets. A disparada dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA eleva o custo de oportunidade e o prêmio de risco exigido para investimentos em economias em desenvolvimento, drenando liquidez de ativos de maior risco. Em 2013, o "Taper Tantrum" gerou um movimento similar de fuga de capital de EMs, resultando em desvalorização de moedas e aumento dos spreads de dívida em países como a Turquia e o Brasil. O próximo relatório de payroll dos EUA em 2026-10-02 será crucial para monitorar a trajetória dos juros americanos e o apetite por risco global. No médio prazo (próximos 3-6 meses), a sustentação dos altos rendimentos dos EUA e a percepção de risco global podem manter os fluxos de capital longe dos ativos de dívida de mercados emergentes, exigindo maior diferenciação de crédito.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que a pressão sobre os títulos de dívida de mercados emergentes continue, impulsionada pelos rendimentos dos EUA. O relatório de payroll dos EUA em 2026-10-02 será um catalisador chave; um resultado forte pode reforçar a tese de juros altos, enquanto um fraco pode oferecer um alívio temporário. No médio prazo, os fluxos de capital deverão permanecer cautelosos em relação aos EMs.
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