A Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro, proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no território nacional, incluindo patrocínios e publicidade em estádios. De acordo com o estudo do economista Cesar Grafietti, elaborado a pedido do UOL e baseado no Relatório Convocados, o Flamengo teria a maior perda absoluta, estimada em R$ 334,5 milhões, seguido pelo Corinthians com R$ 198 milhões e pelo Palmeiras com R$ 163 milhões. O levantamento indica que os três clubes, que já recebiam receitas significativas de patrocínios de casas de apostas, poderiam sofrer reduções expressivas em seus faturamentos e planejamento financeiro. Em 2025, os clubes da Série A receberam aproximadamente R$ 1 bilhão em receitas diretas de publicidade de casas de apostas, representando quase 10% da receita recorrente total dos clubes. A medida provisória altera o cenário ao determinar a interrupção das atividades e das ações comerciais vinculadas à publicidade de apostas, enquanto a duração da proibição depende da tramitação no Congresso Nacional.
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