As ações asiáticas estão caminhando para um trimestre com desempenho recorde, refletindo uma robusta entrada de capital na região. Este movimento é amplamente atribuído à desvalorização do dólar americano frente a uma cesta de moedas globais, incluindo as asiáticas e o iene. Um dólar mais fraco torna as exportações de países asiáticos mais competitivas e atrai investimentos estrangeiros para a região. Consequentemente, ativos de refúgio como o ouro e moedas como o iene sofrem pressão de baixa. Para o investidor brasileiro, um dólar globalmente enfraquecido pode aliviar a pressão cambial sobre o Real e beneficiar grandes exportadoras. Historicamente, períodos de dólar fraco, como em 2017, foram marcados por ganhos significativos em mercados emergentes, com o MSCI Emerging Markets subindo aproximadamente 37%. O próximo gatilho a monitorar são os dados de inflação e as decisões de política monetária do Fed, que podem influenciar a trajetória do dólar. A persistência dessa fraqueza do dólar sustentaria o momentum de alta para ações asiáticas e commodities no médio prazo, estendendo-se pelos próximos 6 a 12 meses.
Nas próximas 4-8 semanas, se o DXY permanecer abaixo de 102, ações asiáticas devem manter o momentum de alta, com ETFs como FXI e EWY podendo avançar 3-5%. Um fortalecimento inesperado do dólar acima de 102.5 pode gerar correção no ouro (GLD, $3972.80) e nas moedas asiáticas, especialmente o iene.
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