A inflação núcleo, uma medida mais estável dos aumentos de preços que desconsidera a volatilidade de alimentos e energia, continua a mostrar persistência, gerando questionamentos sobre a abordagem atual do Federal Reserve. Este cenário implica que a política monetária restritiva pode precisar ser mantida por um período prolongado, ou até mesmo intensificada, para atingir as metas de estabilidade de preços. Consequentemente, ativos de crescimento, como ações de tecnologia (AAPL, NVDA), e empresas alavancadas (MGLU3, CYRE3) enfrentam pressão, enquanto o dólar (DXY) tende a se fortalecer e os bancos (JPM, ITUB4) podem se beneficiar de margens de juros mais elevadas. Investidores brasileiros devem monitorar o impacto no câmbio (USDBRL) e na Selic, que pode ser influenciada por tendências globais de juros. Em 2022-2023, a persistência da inflação núcleo levou a um ciclo de aperto agressivo do Fed, resultando em quedas significativas nos mercados de ações. O próximo gatilho será a divulgação de novos dados de inflação e as comunicações futuras do Fed, que definirão o horizonte de médio prazo para a política monetária.
Nas próximas 4-6 semanas, a expectativa é de volatilidade nos mercados de ações e renda fixa, com possível valorização do DXY. Se o próximo dado de inflação (previsto para o final de julho) vier acima do esperado, o mercado pode precificar uma probabilidade maior de mais um aumento de juros do Fed, com o TLT ($87.35 hoje) podendo cair para $84-85.
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