Os Índices de Gerentes de Compras (PMIs) da Ásia revelaram uma resiliência notável nos setores de manufatura e serviços, contrariando as expectativas de desaceleração. Essa fortaleza ocorre em um ambiente de pressão contínua sobre os custos de produção e das condições financeiras globais mais restritivas. A persistência do conflito no Oriente Médio, especificamente, adiciona um prêmio de risco geopolítico que se reflete nos insumos. Para os mercados, a resiliência asiática sinaliza uma demanda global mais robusta do que o previsto, beneficiando exportadores e a cadeia de suprimentos. Investidores brasileiros podem observar um suporte indireto para commodities, como o minério de ferro, e para empresas com forte ligação comercial com a Ásia. Em um paralelo histórico, a resiliência da Ásia durante a crise de 2008, impulsionada por políticas de estímulo e demanda interna, permitiu que a região se recuperasse mais rapidamente, com o PIB chinês crescendo 9,6% em 2009. Os próximos dados de inflação e balança comercial da região serão cruciais para confirmar a sustentabilidade dessa resiliência no médio prazo, especialmente se as condições financeiras globais apertarem ainda mais.
A resiliência dos PMIs asiáticos sugere que a região continuará a ser um motor de crescimento global para os próximos 3-6 meses. Contudo, o Brent pode testar $95-98 em 2-3 semanas se o conflito no Oriente Médio não se resolver, mantendo a pressão de custos. Os próximos relatórios de inflação e decisões de juros dos bancos centrais asiáticos serão os principais gatilhos para determinar a sustentabilidade dessa resiliência.
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