O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado, 12, durante encontro com o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, à margem da cúpula do BRICS na Índia, que seu país rejeita qualquer intervenção estrangeira na segurança regional e não deseja guerra, de acordo com a rede estatal PressTV. Essa declaração, proferida no contexto de uma 'guerra com os Estados Unidos' mencionada pela fonte, serve como uma sinalização diplomática para parceiros do BRICS, buscando projetar uma imagem de responsabilidade regional. Contudo, a rejeição explícita a 'papel estrangeiro' pode ser interpretada como uma reafirmação da hegemonia iraniana na região, mantendo a pressão sobre a segurança do Estreito de Ormuz. Historicamente, declarações diplomáticas iranianas nem sempre se traduziram em redução efetiva das tensões, como visto nas negociações do acordo nuclear que frequentemente alternavam entre avanços e impasses. Nos próximos meses, o foco estará em movimentos concretos no Estreito de Ormuz e nas respostas dos EUA, que ditarão a volatilidade em ativos como petróleo e defesa.
Nas próximas 2-3 semanas, o mercado deve reagir com cautela, sem grandes movimentos direcionais, dada a ambiguidade da declaração. O Brent, atualmente pode flutuar na faixa de $102-106. O principal gatilho de aceleração para qualquer cenário será a ocorrência ou não de novos incidentes no Estreito de Ormuz ou a resposta formal dos EUA à declaração iraniana, que pode modular a percepção de risco de forma mais definitiva. No médio prazo (1-3 meses), a persistência da 'guerra com os EUA' mencionada pela fonte manterá a volatilidade elevada para ativos de energia e defesa.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real