Os Estados Unidos adiaram o anúncio de tarifas adicionais sobre produtos chineses até a conclusão da cúpula entre Xi e Trump, marcando um alívio temporário nas tensões comerciais. Esta postergação reduz a pressão imediata sobre as cadeias de suprimentos globais e empresas altamente dependentes do comércio EUA-China, ao evitar a imposição de novos custos ou barreiras. Para o investidor brasileiro, a redução da incerteza global tende a fortalecer o BRL em relação ao USD e pode impulsionar o IBOV, especialmente os setores exportadores e de commodities. Em 2018, após a cúpula do G20 em Buenos Aires, EUA e China concordaram em uma trégua de 90 dias, o que resultou em um rali de 5% no S&P 500 nas semanas subsequentes. O principal gatilho a monitorar é o resultado da cúpula Xi-Trump, que determinará a direção futura da política comercial e a imposição ou não das tarifas. No médio prazo, a volatilidade persistirá enquanto as tensões comerciais não forem resolvidas permanentemente, com empresas buscando diversificar suas cadeias de suprimentos.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado monitorará intensamente a cúpula Xi-Trump. Um resultado positivo poderia impulsionar ativos de risco, enquanto a ausência de um acordo significativo pode limitar o otimismo e reforçar a necessidade de diversificação da cadeia de suprimentos. O Brent pode testar $100-102 em caso de desescalada, ou $106-108 se a tensão voltar.
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