A China expressa preocupação com a possibilidade de um governo liderado por Flávio no Brasil, dado seu histórico de alinhamento com o governo Trump. Esta perspectiva levanta riscos para as iniciativas de desdolarização no comércio bilateral, que visam reduzir a dependência do dólar americano. Desde 2009, a China é a maior compradora de produtos brasileiros, com grande demanda por commodities como soja, petróleo e minério de ferro. Um freio na desdolarização e um possível desalinhamento político poderiam impactar os fluxos comerciais, pressionando a demanda por exportações brasileiras. Consequentemente, ativos como VALE3, SLCE3 e PETR4, além do BRL, enfrentariam volatilidade e potencial depreciação. Historicamente, tensões comerciais entre grandes parceiros, como a guerra comercial EUA-China em 2018, resultaram em tarifas e desvalorização cambial. O próximo gatilho relevante será o avanço do cenário eleitoral brasileiro, com a definição dos candidatos e plataformas políticas. No médio prazo, o cenário aponta para maior incerteza na relação comercial Brasil-China, exigindo reavaliação de riscos por investidores em ambos os mercados.
Nas próximas 4-8 semanas, a incerteza eleitoral no Brasil será o principal driver. Se a retórica de alinhamento com Trump se intensificar, espera-se que o USDBRL teste a banda de R$5.25-5.30 (hoje R$5.15), e as ações de VALE3 e PETR4 podem ter quedas adicionais de 3-5%. O gatilho para uma reversão seria uma declaração oficial de um governo eleito que reafirme o pragmatismo comercial com a China.
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