Donald Trump anunciou sua oposição à extensão do Foreign Intelligence Surveillance Act (FISA) caso um projeto de lei eleitoral não seja anexado, intensificando a polarização política em Washington. Este posicionamento cria um cenário de incerteza legislativa, pois vincula duas pautas distintas, aumentando o risco de impasse no Congresso. Tal gridlock pode deteriorar o sentimento de risco global, pressionando ativos mais sensíveis à estabilidade política e regulatória. Investidores podem reagir com uma rotação para ativos de menor risco, como títulos do Tesouro dos EUA. O impacto no Brasil seria via aversão ao risco global, enfraquecendo o Real e o Ibovespa. Em 2013 e 2018, impasses orçamentários nos EUA levaram a quedas temporárias de ~2-3% no S&P 500, com recuperação pós-resolução. O próximo gatilho será o avanço das negociações no Congresso, especialmente com a proximidade do prazo de expiração do FISA, que pode ocorrer nos próximos meses. No médio prazo, a capacidade de Washington de superar este impasse definirá a direção do mercado.
Nas próximas 1-2 semanas, espera-se maior volatilidade no mercado, com uma inclinação para o risco-off, pressionando equities globais (SPY) e o Real (USDBRL subindo). O principal gatilho a monitorar será o progresso das negociações no Congresso dos EUA sobre o FISA e o projeto de lei eleitoral. Se o impasse persistir até o fim do mês, o sentimento de incerteza poderá se aprofundar, com impactos mais duradouros nos mercados, estendendo-se por 1-2 meses.
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