Os mercados locais registraram uma sessão negativa, com queda da bolsa e alta do dólar, em um ambiente de incerteza externa e doméstica. O dólar comercial subiu 0,67%, sendo negociado a R$ 5,4885, enquanto o euro comercial avançou 0,68%, para R$ 6,1605. O Ibovespa recuou 0,82%, atingindo 166.191 pontos. A cautela dos agentes se deve à desconfiança com a condução da política econômica no quarto mandato do presidente Lula, especialmente após a ausência de anúncios sobre ajuste fiscal em um encontro com economistas. Em contrapartida, os juros futuros encontraram espaço para recuar após a decisão do Banco Central de manter a Selic em 13,75% na quarta-feira. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 caiu de 14,435% para 14,325%, e a do DI de janeiro de 2029 cedeu de 14,835% para 14,725%. O macro estrategista-chefe da Tullett Prebon, Vinícius Alves, e o sócio e economista-chefe da G5 Partners, Luis Otavio Leal, apontaram que o mercado ainda precifica um prêmio de alta da Selic sem sinalizações fiscais claras.
A decisão do Banco Central de manter a Selic em 13,75% na quarta-feira 6/11/2026 sinaliza a política monetária atual. O impacto na economia e nas empresas brasileiras depende do caminho fiscal e da percepção de risco dos investidores.
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