A Méliuz, plataforma de cashback e cupons de desconto, divulgou lucro líquido de R$ 113,7 milhões no terceiro trimestre de 2026, comparado a R$ 14,2 milhões no mesmo período do ano anterior. O aumento foi impulsionado por um efeito contábil positivo de R$ 78,5 milhões decorrente da valorização do bitcoin, que permitiu reverter perdas anteriores, e por R$ 25,8 milhões de efeitos positivos em impostos relacionados à incorporação da Alter. Sem esses efeitos extraordinários, o lucro líquido ajustado cresceu 28,4% para R$ 19,6 milhões. O EBITDA consolidado atingiu R$ 85,3 milhões, mais que o triplo dos R$ 26,1 milhões do terceiro trimestre de 2025, enquanto o EBITDA ajustado caiu 37,7% para R$ 17 milhões. A receita líquida recuou 22,3%, chegando a R$ 96,1 milhões, principalmente devido à queda no e-commerce; a recuperação judicial da Casas Bahia, parceira comercial, fez com que a Méliuz deixasse de reconhecer cerca de R$ 15 milhões em receitas de comissões, além de registrar uma provisão de R$ 14 milhões para possíveis perdas com valores a receber da varejista. A divisão Beyond E-commerce reportou R$ 85,1 milhões em receita nos 12 meses encerrados em setembro, alta de 89,5% em relação ao mesmo período anterior. A empresa vendeu 78 bitcoins por R$ 29,4 milhões para financiar a recompra de suas próprias ações, encerrando setembro com 526,7 bitcoins, abaixo dos 604,7 registrados no trimestre anterior, e contratou opções que lhe dão o direito de recomprar as unidades vendidas em 2027.
A decisão do conselho de administração da Méliuz sobre a continuidade das recompras de ações, a evolução da situação financeira da Casas Bahia e a volatilidade do bitcoin até o fim de 2026 definirão se o lucro líquido continuará em níveis elevados ou se os efeitos extraordinários serão reduzidos. O próximo relatório trimestral em 2026-12-15 será crucial para avaliar a persistência desses efeitos.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real