As bolsas europeias registraram o quinto mês consecutivo de valorização, impulsionadas pelo forte desempenho do setor de energia. O ímpeto do setor energético, provavelmente devido a preços de commodities em alta ou demanda robusta, conseguiu compensar a aversão a risco gerada pelas expectativas de política monetária dos bancos centrais. Este cenário impulsiona ETFs de energia e ações de grandes petrolíferas como BP.L e SHEL.L, enquanto mantém pressão sobre setores sensíveis a juros como tecnologia (SAP.DE) e automotivo (VOW3.DE). Para o investidor brasileiro, o ganho das bolsas europeias pode indicar um cenário global de maior apetite por risco em setores específicos, mas o real (USDBRL) pode sentir pressão se o DXY fortalecer. Historicamente, durante o rally das commodities em 2007, o setor de energia europeu também demonstrou força em meio a preocupações com juros e crédito, antes da crise financeira global. Os próximos dados de inflação na Zona Euro e as reuniões dos bancos centrais, incluindo o BCE, serão cruciais para definir a sustentabilidade desse rally. No médio prazo (próximos 3-6 meses), a continuidade do rally dependerá da capacidade da economia europeia de absorver juros mais altos sem desacelerar drasticamente, mantendo o suporte das commodities.
Nas próximas 4-6 semanas, o desempenho das ações europeias será fortemente influenciado pelos dados de inflação da Zona Euro e as decisões de juros do BCE. Se o BCE sinalizar um ritmo de aperto mais lento, o DAX pode testar 27.500-28.000, sustentado pelo setor de energia. Contudo, um tom mais hawkish pode levar a uma correção para 25.000-25.500.
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