O Citi realizou ajustes nas recomendações para empresas do setor de varejo, elevando Magazine Luiza (MGLU3) e Azzas 2154 (AZZA3) para 'compra/alto risco'. Natura (NATU3) teve sua recomendação ajustada para 'neutra/alto risco'. Por outro lado, Alpargatas (ALPA4) foi rebaixada para 'venda', com o Citi argumentando que a avaliação e o preço-alvo estão exigentes, apesar da boa execução da administração. A revisão de premissas incorpora cortes já realizados na Selic e assume um custo de dívida mais baixo, com os analistas cortando o custo de capital em aproximadamente 1,5 ponto percentual, em média, devido à queda das taxas de longo prazo no Brasil e ao recuo de 1,25 ponto percentual nos contratos futuros de CDI para 2035. Magazine Luiza, Azzas 2154 e Grupo Mateus foram as empresas com as maiores revisões de preço-alvo. As ações da Azzas (AZZA3) subiam 12,14%, cotadas a R$ 26,24, e as da Magazine Luiza (MGLU3) avançavam 7,56%, cotadas a R$ 11,95 no pregão de segunda-feira (19), por volta das 16h25. Apesar das elevações, o Citi mantém cautela quanto à possível pressão sobre a renda disponível dos consumidores, eventual aumento do desemprego e um ambiente de concessão de crédito ainda restritivo. Especificamente para Assaí (ASAI3), o custo de dívida de referência foi reduzido de 14,8% para 12,3%, mas os volumes de vendas podem permanecer moderados. Para Magazine Luiza, há preocupações com a dinâmica dos marketplaces, embora sua liderança em bens duráveis e e-commerce seja vista como um ponto forte.
O desfecho das projeções do Citi dependerá da evolução da taxa Selic, com a próxima decisão do Copom agendada para 04 de novembro de 2026. Além disso, os resultados do 3º trimestre das empresas de varejo, como MGLU3.
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