Os Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul emitiram uma declaração conjunta comprometendo-se a resistir à "coerção econômica" e a manter a estabilidade no Estreito de Taiwan, em uma clara alusão à China, antecedendo uma cúpula entre o presidente chinês e o ex-presidente americano. Esta movimentação geopolítica eleva o prêmio de risco em ativos com alta exposição à China e Taiwan, além de ameaçar a estabilidade das cadeias de suprimentos globais, especialmente no setor de semicondutores. No Brasil, o USDBRL tende a se valorizar em cenários de aversão a risco global, impactando negativamente importadores e empresas com dívida em dólar. Historicamente, tensões comerciais EUA-China, como a guerra tarifária de 2018-2019, resultaram em quedas de até 15% em setores expostos e volatilidade cambial. O próximo evento crítico é a cúpula entre o presidente chinês e o ex-presidente americano, que definirá o tom imediato das relações e a possibilidade de desescalada ou agravamento das tensões. No médio prazo, a busca por resiliência da cadeia de suprimentos pode levar a investimentos em diversificação geográfica, mas o risco de fragmentação econômica global permanece elevado.
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