Donald Trump renovou ameaças de anexar o Canadá e de não renovar o acordo comercial trilateral (USMCA/NAFTA) com Canadá e México, criando significativa instabilidade. A potencial renegociação ou abandono do USMCA/NAFTA desestabilizaria as cadeias de suprimentos e o comércio na América do Norte, afetando diretamente as moedas e as empresas da região. Ativos como o dólar canadense (FXC) e o peso mexicano (FXM) enfrentam pressão de desvalorização, enquanto grandes montadoras como General Motors (GM) e Ford (F) podem ver seus custos operacionais e margens comprimidos. Para o investidor brasileiro, um cenário de aversão a risco global tende a fortalecer o dólar americano (DXY) e enfraquecer o Real (USDBRL), com possíveis impactos negativos no Ibovespa (BOVA11) e em ativos de mercados emergentes como Credicorp (BAP). Bancos centrais regionais poderiam intervir para estabilizar suas moedas, mas a eficácia seria limitada sem uma resolução política. Historicamente, conflitos comerciais como a guerra tarifária EUA-China em 2018-2019 resultaram em volatilidade cambial e desaceleração do comércio global, com o Yuan chinês desvalorizando cerca de 10%. O próximo gatilho será qualquer declaração adicional de Donald Trump ou o início formal de negociações comerciais. No médio prazo, a persistência dessas tensões pode levar a uma realocação de capital e maior demanda por ativos de refúgio, redefinindo as estratégias de investimento em escala global.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o CAD e o MXN permaneçam sob pressão, com o FXC e FXM testando novos mínimos se as declarações de Trump continuarem a escalar. O principal gatilho será qualquer avanço concreto em direção à renegociação ou ao abandono do USMCA/NAFTA. Se a retórica se intensificar, o BTC poderá ver um aumento significativo de demanda como hedge. No médio prazo (2-3 meses), a materialização das ameaças pode levar a uma reconfiguração das cadeias de suprimentos e um impacto duradouro nas empresas automotivas e no comércio regional.
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