Preso por suspeita de propina ex-CEO do BRB afirma que banco não perdeu dinheiro com Master

O ex‑CEO do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso na quarta fase da Operação Compliance Zero, sob suspeita de ter recebido seis imóveis como propina. Em depoimento de mais de 4 h30 à delegada da Polícia Federal Janaína Palazzo, no último dia 15 de dezembro, Costa afirmou que as operações com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, renderam lucro de aproximadamente R$ 8 bilhões e que o BRB não perdeu dinheiro nesse caso. Ele alegou que todas as transações foram aprovadas por órgãos colegiados do BRB e que o banco não tinha conhecimento das fraudes do Master, apontando que o Banco Central estava ciente das cessões de carteira e nunca alertou o BRB de nenhum risco. Costa citou que, até junho de 2025, a receita com cessão era de R$ 6 bilhões, que as compras geraram R$ 6,6 bilhões de receita e que as carteiras possuíam mais R$ 500 milhões, totalizando R$ 8,8 bilhões em receita. Ele também afirmou que o BRB teria precisado fazer ajuste de provisões de cerca de R$ 8,8 bilhões, mas que, com a receita gerada, o banco não teria perdido dinheiro. A delegada Palazzo, no entanto, mencionou que, após a identificação do problema nas carteiras oriundas da Tirreno e a troca de ativos com o Master, o BRB ainda manteve R$ 2,2 bilhões em créditos que não conseguiu trocar, registrando‑os como prejuízo no Banco Central.

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