Um júri do Missouri rejeitou, por unanimidade, acusações de defeito na concepção do produto, fraude e negligência apresentadas por três mulheres que alegavam que a exposição ao herbicida Roundup causou câncer. O veredicto, obtido em 29 de outubro, ocorreu após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, em junho, que restringiu a base de alegação de falta de advertência sobre câncer no rótulo do produto. No julgamento, os jurados decidiram em cerca de duas horas, por 7 votos a 2, afastando as três acusações. A Bayer, que adquiriu a Monsanto em 2018, ainda enfrenta cerca de 65 mil ações nos Estados Unidos relacionadas ao Roundup. Em fevereiro, a companhia aumentou provisões e passivos de € 7,8 bilhões para € 11,8 bilhões, dos quais € 9,6 bilhões correspondiam a processos envolvendo glifosato. A empresa aguarda decisão judicial sobre um acordo coletivo proposto de até US$ 7,25 bilhões para resolver reivindicações atuais e futuras do Roundup. No Brasil, em setembro, a 7ª Vara do Trabalho de Brasília suspendeu por 90 dias novos registros e autorizações de defensivos à base de glifosato, enquanto a Anvisa manteve registros com restrições após reavaliação em 2020.
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