A General Motors (GM) anunciou planos para desenvolver baterias nos Estados Unidos, tanto para veículos elétricos (EVs) quanto para armazenamento de energia, visando diminuir a dependência de matérias-primas e componentes da China. Simultaneamente, o Departamento de Transportes (DOT) dos EUA criticou publicamente a Ford Motor Company (F) por manter laços com a China em sua cadeia de suprimentos de baterias. Este movimento estratégico busca mitigar riscos geopolíticos e de cadeia de suprimentos, fortalecendo a segurança energética e a indústria doméstica americana. Indiretamente, a desglobalização da cadeia de EVs pode favorecer exportadores brasileiros de minerais críticos, caso se tornem fontes alternativas à China. A iniciativa da GM e a postura do DOT refletem uma crescente tendência de 'friend-shoring' e protecionismo industrial. Um paralelo histórico pode ser traçado com a corrida espacial dos anos 1960, quando o governo dos EUA investiu pesadamente em tecnologia doméstica para reduzir a dependência de rivais. Nos próximos meses, será crucial monitorar anúncios de investimentos em fábricas de baterias e mineração de lítio nos EUA, bem como diretrizes do governo sobre elegibilidade de subsídios para EVs. No médio prazo (12-24 meses), a fragmentação da cadeia de suprimentos de EV global pode levar a custos mais altos, mas também a maior resiliência e a um novo mapa de liderança tecnológica e industrial.
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