Um levantamento da CoinShares apontou que 52% dos assessores patrimoniais no Reino Unido e 61% na Europa relatam que a maior parte da exposição de seus clientes a criptoativos está fora de sua supervisão. Políticas internas das firmas são o principal fator por trás dessa lacuna, refletindo a cautela regulatória e os desafios de compliance no setor financeiro tradicional. Este mecanismo impede que os gestores de riqueza ofereçam aconselhamento holístico e capturem o AUM associado aos ativos digitais. Consequentemente, beneficia plataformas de cripto-brokerage e ETFs regulados que facilitam a auto-gestão ou a integração de forma mais estruturada. O impacto para o investidor brasileiro é indireto, mas sinaliza uma tendência global de fragmentação do mercado de criptoativos e a necessidade de clareza regulatória. Historicamente, a ascensão das corretoras online nos anos 2000, como a E*TRADE, permitiu que investidores gerenciassem portfólios fora da supervisão tradicional, levando a uma migração de aproximadamente 10-15% do AUM para plataformas de auto-serviço. O próximo gatilho será a evolução das regulamentações de ativos digitais na UE e no Reino Unido, que podem flexibilizar as políticas internas das firmas. No médio prazo, espera-se que a pressão competitiva leve as instituições a desenvolverem produtos e serviços mais integrados para criptoativos.
Nos próximos 3-6 meses, a tendência de clientes gerenciarem cripto fora da supervisão de advisors deve persistir, limitando o crescimento de AUM para as firmas tradicionais. Contudo, em 6-12 meses, a pressão competitiva e a evolução regulatória podem forçar uma adaptação, com a introdução de novos produtos e serviços. O principal gatilho de mudança será a publicação de novas diretrizes regulatórias europeias ou do Reino Unido.
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