O peso filipino (PHP) enfrenta o fim de seu rali de alívio pós-cessar-fogo EUA-Irã, com estrategistas prevendo novas mínimas históricas devido à venda sazonal. A venda sazonal, tipicamente associada a repatriação de lucros e pagamentos de dívidas corporativas estrangeiras no final do ano fiscal, drena liquidez em moeda local e aumenta a oferta de PHP no mercado cambial. Essa pressão de venda sobre o PHP impacta negativamente o Fundo de Investimento iShares MSCI Philippines (EPHE) e pode levar a ajustes nas expectativas de juros pelo Bangko Sentral ng Pilipinas (BSP) para defender a moeda. Embora o impacto direto no BRL e IBOV seja limitado, a desvalorização em mercados emergentes asiáticos pode sinalizar uma aversão a risco mais ampla, impactando indiretamente exportadores brasileiros de commodities. O Bangko Sentral ng Pilipinas (BSP) pode ser forçado a intervir no mercado cambial ou ajustar a política monetária para conter a depreciação, enquanto investidores institucionais podem reduzir alocações na região. Historicamente, moedas asiáticas como o PHP e o Rupiah indonésio (IDR) enfrentaram pressões sazonais semelhantes no final do ano em 2018 e 2022, resultando em depreciações de 3-5% no último trimestre. O próximo dado a monitorar é o relatório de fluxo de capital estrangeiro das Filipinas e as declarações do BSP sobre a política cambial nas próximas semanas. No médio prazo, a persistência da desvalorização do PHP dependerá da intensidade da venda sazonal e da resposta do banco central, com um cenário de piora podendo levar a maior saída de capitais.
Nas próximas 4-8 semanas, o Peso Filipino (atualmente em torno de $58.70 por USD) deve estender sua depreciação, podendo testar a faixa de $60-62 por USD se a venda sazonal se intensificar e o BSP não intervir de forma decisiva. O principal gatilho de reversão seria uma intervenção robusta do BSP ou uma mudança positiva no fluxo de capital global em direção a mercados emergentes.
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